Causas do Síndrome de Rett

O que causa a síndrome de Rett?

A etiologia do Síndrome de Rett permaneceu desconhecida até 1999. A ocorrência predominante no sexo feminino sugeria uma base genética, associada a uma mutação dominante no cromossoma X.

Estudos genéticos identificaram posteriormente mutações no gene MECP2, localizado na região Xq28, como a principal causa da doença.

A proteína MeCP2 desempenha um papel essencial no cérebro, regulando a atividade de outros genes e ajudando a manter as ligações entre as células nervosas.

Quando o gene MECP2 apresenta alterações, algumas proteínas deixam de ser produzidas corretamente, afetando o desenvolvimento e o funcionamento neurológico.

Terapia genética - Síndrome de Rett

Outras causas genéticas

Os cientistas identificaram também mutações nos genes CDKL5 e FOXG1 em pessoas com formas atípicas ou congénitas da síndrome de Rett.

Apesar dos avanços científicos, acredita-se que existam outros genes associados à doença que ainda não foram totalmente identificados.

Herança da síndrome de Rett

A síndrome de Rett é uma doença genética rara e, na maioria dos casos, não hereditária. Menos de 1% dos casos resultam de mutações herdadas.

As mutações no gene MECP2 ocorrem geralmente “de novo”, ou seja, surgem espontaneamente sem serem transmitidas pelos pais.

Como o gene MECP2 está localizado no cromossoma X, a doença afeta sobretudo o sexo feminino. As raparigas possuem duas cópias do cromossoma X, o que permite que uma cópia saudável compense parcialmente a mutação.

Nos rapazes, que possuem apenas um cromossoma X, as mutações graves são frequentemente incompatíveis com a sobrevivência nos primeiros anos de vida, embora existam casos raros de sobrevivência até à idade adulta.

Algumas mulheres podem ser portadoras assintomáticas da mutação, sem apresentar sinais clínicos da doença.

Após confirmação do diagnóstico, é possível realizar testes genéticos aos familiares e diagnóstico pré-natal para identificar mutações nos genes MECP2, CDKL5 e FOXG1.

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